Às vezes, ele vem me visitar
Chega de carona, com o sopro do vento
E se demora em meus ouvidos
Depois de brincar com meus cabelos
Então, tento encontrar seu nome
Enquanto meus olhos se demoram no relógio


Ele me diz que poderia ser diferente
Ele me leva para frente, e me faz raciocinar
Como seria se eu tivesse seguido por caminho diverso
Os momentos que perdi
Os sorrisos que abandonei
O futuro que abdiquei... 

Dos mares que não vi
Das montanhas que não escalei
E dos livros que escolhi não ler
Das Lições que deixei de aprender
Das paixões que deixei ir...

E me vejo em lugares distintos,
Quando meu coração percebe sua presença,
Longe da cadeira desconfortável onde me afundo
E então, tento encontrar seu nome
Enquanto meus olhos se demoram no relógio

Ele me lembra dos voos que nunca peguei
Das amizades que não insisti
Das palavras que ficaram presas na garganta
Dos momentos em que preferi partir

E quando o peito dói, e a respiração interrompe
Encontro o nome do meu companheiro invisível
E, por mais que ele seja ignorado por todos,
Faço dele meu melhor amigo
O nome dele é dolorido, o nome dele é “E se...”



POEMA: LETÍCIA LANÇANOVA
ILUSTRAÇÃO: BRENDA TONIAL 



            Um vento cortante fez os pelos dos braços e ombros nus de Louise se arrepiarem. Seus pés e seu vestido armado já estavam sujos pela lama, e ela tropeçou neles novamente. Ergueu as mãos rápido o suficiente para não cair com a face no chão e forçou para se levantar. As mãos haviam sido furadas pela brita pontuda, mas Louise mal notou.
A garganta fechada dificultava a respiração, as imagens alucinantes dançavam por sua mente, ainda vivas e assustadoras. A luz. O barulho. As locomotoras. O grito abafado.
Louise caiu novamente quando um ruído se fez em suas costas. Era uma simples placa de ferro que balançava no ritmo do vento – típica de estações de trem.
Quando voltou seus olhos arregalados para frente, viu um sapato perdido. Ela estava mais perto da cena da tragédia do que imaginara; a cena onde sua querida irmã, Elizabeth, morrera. Só de se lembrar que o único sobrevivente desse evento não havia sido detido pelas autoridades fazia seu maxilar tremer.
Louise sabia e sentia que sua irmã havia sido vítima, ela podia ouvir seus gritos agora, enquanto as imagens e ruídos eram fortes e inevitáveis. O massacre ainda estava vivo ali, assim como seus participantes. As almas luminosas passavam por ela e gritavam, pedindo ajuda, reencenando o que acontecera. Mas havia um engasgo mais alto que qualquer berro. Parecia ser carregado pelo vento até seus ouvidos. Elizabeth engasgava com seu próprio sangue.
Louise levantou-se novamente sentindo as lágrimas escorrerem por sua bochecha. Queria gritar, chamar pela sua irmã sofredora, queria impedir que ela se fosse para sempre. Mas era tarde demais. O que estava acontecendo ali já ocorrera dias antes, não havia como mudar os fatos.
E, então, repentinamente, todas as imagens sumiram de sua visão turva. Não havia nada ali, nenhum grito, nenhum ser vivo além dela.
A estação do trem era afastada da cidade de Bucareste, na Romênia, estava escura e propícia a um assalto ou estupro. O que uma moça linda e elegante estava fazendo ali, sozinha na calada da noite?
Era o que Louise se perguntava. Todas as mulheres tinham a consciência do perigo da noite e que não podiam jamais, sair desacompanhada de homens.
Mas quem a acompanharia, de qualquer forma? Seu pai morrera ao lado de sua mãe e, agora, seus irmãos estavam enterrados em túmulos próximos e igualmente fúnebres. Ela estava sozinha.
Balançou a cabeça para clarear as ideias, e percebeu que essa vontade súbita de ir até a estação de trem fora insana. Isso não provinha dela...
“Preciso voltar para casa” Louise pensou. Não havia bem em reviver cenas e dar vida a seus medos e pesadelos. Ela precisava assinar todas a papelada referentes à fortuna da família Bathory e se afastar ao máximo dessa maldita ferrovia.
E ela herdaria os trens também. Os quais venderia, nem que fosse a um preço três vezes menor do que realmente valiam. Louise ansiava se livrar daquilo como alguém ânsia se livrar de uma doença irreversível.
Uma vez até pensou em implorar para ser deserdada da família marcada por sangue. Viveria feliz em um lugar pobre qualquer, sem o sobrenome que inspirava medo. Contudo, nenhuma tentativa de afastamento iria fazer de Louise uma estranha a sua família. Seus pais ainda seriam seus malditos pais, e seus queridos irmãos ainda seriam seus mortos irmãos.
Enquanto dava a meia volta e adentrava os trilhos do trem – para melhor orientação na escuridão – o farol, há alguns metros de distância, se acendeu em seu rosto. Louise estava louca, não havia outra explicação para o que via. Os trens estavam proibidos de se locomoverem naquela trilha. Real ou não, aquela luz forte a cegou. Suas pernas fraquejaram quando o barulho das locomotoras, do vapor e da buzina ganharam espaço. Correu, como se sua vida dependesse disso. Como se o trem também quisesse roubar-lhe a alma.
Conforme arfava e escutava seus próprios batimentos cardíacos, o trem foi perdendo a aproximação até não existir mais nada. Louise tropeçou em suas vestes longas e caiu, rasgando-as. Suas unhas cravaram na barra ferro, mas o trem nunca veio. Era sua pura imaginação.
“Estou louca” pensou ela, curvando seu corpo para frente até que pudesse envolver seus tornozelos com os braços. Depois chorou alto.
Quando voltou a colocar suas mãos nas britas, sentiu uma corrente de ferro enroscar em seus dedos. Com um gesto rápido, limpou as lágrimas dos olhos e tateou a joia abandonada ali.
Quando enfim se deu conta de qual joia se tratava, um gemido abafado saiu por seus lábios finos, e a corrente voltou a cair no chão.
Era o colar de sua irmã, o colar da herdeira da família Bathory, o qual já sonhara ter uma vez...
E agora o tinha, certo?
Louise pegou o colar de Diamante Vermelho para si, e num impulso inexplicável pousou-o em seu coração.
O objetivo pelo qual seus pesadelos a haviam levado ali estava cumprido. 
Ela era a mais nova herdeira.


Se você também está procurando meios para divulgar sua obra ou receber apoio, minha primeira dica é utilizar a mídia a seu favor. Existem portais e jornais que não vão se importar que, no momento, você não tenha nada pronto - eles vão querer divulgar a sua história e inspirar as outras pessoas com a sua força de vontade.

Abaixo está a cópia na integra de uma reportagem da Gazeta do Paraná/CGN que foi feita em 2014:
Ela tem apenas 16 anos, está no auge da adolescência e, apesar de amante dos livros, não deixa de aproveitar a vida e se divertir como as outras jovens da sua idade.
A diferença é que nesta idade Letícia Gabriela Ornelas, ou Letícia Lançanova, como ela assina, já tem uma participação importante na antologia Quimera – Contos Fantásticos e agora se esforça para publicar seu novo trabalho, o livro Linhagem Vermelha.
Ela conta que sempre gostou de literatura e afirma que o interesse pela escrita também começou bastante cedo, ainda na fase da alfabetização.

“Eu sempre andava com meus fichários ou com algum caderno, escrevendo pequenas histórias”, relata.
A mãe de Letícia, Rosangela Gomes Ornelas, garante que o talento da filha é fruto do esforço dela própria e que a família e a escola apenas deram o incentivo que ela precisava.
“Ela sempre foi bastante interessada nas coisas e quando viajávamos queria saber de cada detalhe do lugar em que estávamos. E é ela que corre atrás dos objetivos dela, a gente ajuda e apoia, mas é ela que se esforça para fazer as coisas acontecerem”.

Mas foi a partir dos 13 anos que a menina começou a se transformar em uma escritora. Hoje ela estuda pela manhã e à tarde se dedica ao trabalho que mantém no blog literário Palácio dos Livros, escrevendo resenhas das obras que lê, e ainda escreve as suas próprias histórias.
Quem olha para a garota de olhos miúdos e sorriso fácil nem se dá conta dos lugares e épocas que a imaginação desta garota pode levá-la. Linhagem Vermelha, o livro que interessou importantes editoras, não tem nenhuma relação com o universo adolescente. A história se passa na Europa, no ano de 1775, e conta a história de uma viagem de trem feita por uma condessa, viagem esta cheia de mistérios e assassinatos.
Para garantir a qualidade da obra, simplesmente soltar a imaginação não foi o suficiente. Letícia revela que foi preciso muita pesquisa e dedicação.
“Eu estudei até sobre os trens daquela época, porque houve momentos em que foi preciso descrever alguns mecanismos dos trens e até o trabalho dos maquinistas no decorrer da história”.
A jovem autora também explica que em relação à linguagem de época, preferiu deixar mais evidente na fala dos personagens e menos na narração, para deixar a leitura mais leve e atraente para diversos públicos.
Pela publicação do livro Linhagem Vermelha ela já recebeu diversas propostas, mas surge aí um pequeno empecilho, e Letícia explica o que é: 

“Por ser muito difícil lançar novos autores, mesmo a obra sendo muito boa, as editoras acabam cobrando por alguns serviços básicos”.
Gastos como a revisão, diagramação e código de barras devem ser custeados pelo próprio autor. A proposta que mais interessou Letícia foi a da Editora Chiado, uma editora do Brasil e de Portugal.

“Eles se comprometeram em publicar meu livro e distribuí-lo pelo Brasil e pela Europa e ainda publicá-lo em inglês e espanhol conforme for a aceitação da obra”, conta.

Para isso, porém, ela terá um custo de R$ 4 mil e procura patrocínio para poder publicar o livro. O contato para quem se interessou em ajudar Letícia Lançanova em seu intento pode ser feito diretamente pelo email da jovem: leticia.lançanova@hotmail.com Para conhecer um pouco mais do seu trabalho é só acessar o blog Palácio dos Livros, pelo endereço http://palaciodelivros.blogspot.com.br.

FONTE


Minha primeira publicação oficial foi em uma antologia, "Quimera, Contos Fantásticos", organizada por Alex Mir e publicada pela Editora Andross em 2013. Abaixo segue a capa lindíssima feita pela Marina Àvila e a sinopse. 
Sinopse: Este livro reúne as mais diversas criaturas do mundo extraordinário, em tramas escritas por narradores envoltos pela magia do contar. Por vezes, você será transportado para cenários insólitos. Em outros momentos, serão as criaturas do extraordinário que invadirão seu mundo. Nas páginas de “Quimera”, você encontrará acontecimentos estranhos ao entendimento natural humano, que vão do absurdo kafkiano ao horror gótico. Também encontrará tramas de ficção científica que o levarão a lugares jamais explorados. Aventure-se pelas histórias fantásticas de “Quimera”. Ao final da leitura, perceberá que a criatura mais insossa do universo é o próprio homem. Ou não.


Apresento-lhes Linhagem Vermelha! O nome foi sugerido por Gabrieli Prates e a capa feita por Marina Avila.  O livro ainda não foi publicado pois passa por inúmeras alterações no momento, com intuito de aprimorar alguns capítulos e ter a chance de agradar mais quem quiser mergulhar nessa trama. Confira:
Sinopse: Um percurso comum. Uma viagem sangrenta.
Elizabeth Bathory, a herdeira por direito de uma poderosa e nobre família romena, decide voltar para a sua cidade natal após uma tragédia ter manchado com sangue sua linhagem. Seu pai assassinou sua mãe pela valiosa joia vermelha dos Bathory, matando-se em seguida, e deixando, de acordo com sua tradição, o título de Condessa e suas posses para a filha. Ela embarcará em tal jornada no trem de sua família, que é administrado por Louis – seu rancoroso irmão, que, por ser o mais velho, acredita possuir direito nato sobre a herança.
Quando cadáveres surgem todas as noites repentinamente, o medo assombra cada passageiro dessa viagem sem volta. Um assassino estava a entre eles, dizimando a população do trem aos poucos. Para sobreviver, Elizabeth terá que enfrentar seus demônios e fugir tanto da ameaça assassina, quanto da constante perseguição de seu irmão; e, ao mesmo tempo, evitar seus crescentes sentimentos por Henry, um inglês que faria tudo por ela. Embarque nessa misteriosa trama, onde o ódio anda de mãos dadas com o amor – e onde a morte não perdoa ninguém.

O desafio consiste em arrumar em tempo hábil essa obra para publicá-la até o final desse ano de 2017. Reescrevi até o 19º capítulo! Mas tem muito trabalho pela frente...



Começou de repente, como tudo em minha vida.
     Lembro-me de amar histórias (e odiar algumas, como Sítio do Picapau Amarelo) desde que era pequena, mas algo muito grave me impedia de escrever e ler com mais frequência: a preguiça. E esse estado de letargia me fez ficar longe do que eu amo fazer até os 10 anos de idade, quando comecei a escrever uma série chamada (olhem a criatividade!) "A Passagem" inspirado em um sonho esquisito que envolvia portais, primatas (oque?!) mais desenvolvidos e cruéis e florestas.  Há poucos anos, quando o computador velho de minha família não tinha perdido seus documentos ainda, encontrei alguns rascunhos e me diverti muito com o que escrevi na minha infância. Não consegui entender boa parte do texto! Outra curiosidade que me fez chorar de rir foi o fato dos nomes dos personagens serem de professoras e amigas antigas! 
     Então minha vida realmente mudou quando a febre "Crepúsculo" iniciou, e, apesar de eu não apreciar mais essa saga, serei eternamente grata por ter me envolvido tanto quando eu tinha 11 anos. Apaixonei-me pela literatura e abri minha mente para mais séries e experiencias. Comecei, com a ajuda de duas amigas, escrever fanfics para sites que nem existem mais. As ideias eram boas, percebo agora, mas eram terrivelmente mal escritas, além disso, havia uma personagem inspirada em mim, porque eu gostava tanto de minha trama que queria me ver incluída nela, e, então, surge um grande problema: muitos escritores quando tentam se descrever em alguma obra, acabam descrevendo o que pensam que são e não o que são de verdade. A partir daí, notei que era uma péssima ideia e hoje, o máximo que faço - e com carinho - é atribuir alguma caraterista, habilidade ou mania minha à meus protagonistas, somente isso.
     E então mergulhei em séries infanto-juvenis como The House Of  Night, Harry Potter, Os Imortais entre outros. Isso fez com que eu enxergasse a língua portuguesa de um modo diferente - não como algo chato que me impedia de escrever bem. Aprendi inúmeras regras de português por notar o quanto eram importantes e úteis na minha vida e vivo aprendendo e me esforçando até hoje para assimilar algumas regras ortográficas.
     Sempre foi apaixonada por mitologia grega - e, pasme! não gosto de Percy Jackson - então decidi escrever uma história só minha, que envolvesse esse universo. Até hoje falo para Gabrieli Prates, minha eterna companheira, que essa história é minha "galinha dos ovos de ouro". O nome da trilogia, inicialmente, se chamaria "Reprimindo Origens", e foi um projeto que foi para a gaveta. Por que? Porque eu não estava pronta para esse livro. Mas espero ansiosamente estar um dia. Acabei escrevendo a trilogia inteira, mas somente o ultimo livro está à altura de uma publicação e, muito infelizmente, não existe como publicar primeiramente o desfecho de uma história para depois publicar seus primeiros volumes.
     Repentinamente, no meio desse processo, juntei-me com Gabrieli Prates para abrir um blog literário, intitulado Palácio de Livros, que até hoje está em pé graças ao nosso amado Pedro Oliveira (com a ajuda da brilhante Bianca Melo), que acolheu de braços abertos e deu continuidade em nosso projeto. Acabei deixando de lado a escrita para resenhar livros para Editoras e Autores - e isso tomava muito tempo! - e vejo que foi uma pausa legal para meu amadurecimento - tanto na vida, em termos de administração do tempo, responsabilidades, quanto na escrita.
     Mas depois surgiu o NaNoWrimo, que nada mais é que uma espécie de desafio: um mês para escrever um livro inteiro. Muitos autores hoje famosos surgiram desse desafio e escolhi uma história desafiadora que rondava minha cabeça há um tempo para tentar.
     É claro que não deu certo. Para participar de um desafio desse, é preciso muito tempo, poucas horas de sono e quase nada de compromissos - se você deseja que seu livro saia completo de todas as maneiras. Porém, decidi prosseguir com o desafio para mim mesma, até porque eu amava e essa história de verdade e me sentia inspirada para prossegui-la.
     Beleza, Letícia, entendemos, mas onde surgiu essa história? Pois é, por um tempo não consegui responder essa pergunta porque minha memória simplesmente apagou o dia que Linhagem Vermelha caiu com paraquedas na minha imaginação. Contudo, depois de refletir muito sobre o inicio de tudo, lembrei que assisti uma reportagem muito legal no canal Globo, na (corrida) hora do almoço, onde pessoas de uma cidadela interiorana alegavam que passava um trem inexistente durante a noite em trilhos abandonados, ou seja, uma estação desativada! Eles escutavam o barulho do tem e até a buzina. Fiquei encantada! Já pensou que história sensacional? Fiquei com isso na cabeça e juntei minha vontade de desenvolver um livro sobre as futuras gerações da famosa Condessa de Sangue (que, sim, realmente existiu!). Já meu apego a família Bathory começou depois que li "Drácula" de Drace Stoker e Ian Holt (uma versão bem diferenciada e bem escrita).
     Mas passei por maus bocados com essa história. O pior deles foi a inexperiência. Eu estava construindo uma história em que a parte mais importante eram os personagens, mas eu não sabia desenvolver bem personagens (aliás, nem sei dizer se sei hoje). Descrevia muito a cena, e falava pouco sobre as protagonistas, sobre os elementos subjetivos. Claro que em minha mente eles estavam muito bem desenvolvidos, concretos e eram complexos - o problema era expressar isso e passar para o papel.
     Terminei o livro há uns dois, três anos atrás. Mandei para as editoras famosas e as nem tanto. As famosas só pediam a sinopse e o resumo, e já me dispensaram quando viram minha idade. Fiquei tremendamente decepcionada quando percebi que nem quiseram ler o prólogo ou os primeiros capítulos! Era pura discriminação "Eu presumo que sua obra é ruim, por isso nem vou pegar para analisar"
As editoras menores, que aceitaram meu manuscrito, não puderam me conceder uma proposta tão proveitosa. Algumas até ofereceram 3% sobre as vendas! Não escrevo pelo dinheiro, mas parecia que os 97% alguém iria receber.
     Então coloquei na gaveta esse projeto. E depois de um tempo resolvi lê-lo - e foi a melhor atitude que tomei. Após um tempo longe da sua obra, quando você vai lê-la, consegue ver melhor quais são os problemas dela. Comecei do zero. Estou agora arrumando os capítulos que precisam ser alterados e desenvolvendo meus personagens com o intuito de lançar o livro de forma independente, sem editora envolvida (inicialmente).
     É claro que tudo se encaminha. Estou recebendo uma ajuda enoooorme de meu avô Pedro Ornelas junto a minha avó Elena, que estão me auxiliando financeiramente e estão me apoiando, sem exigir retorno ou duvidar de minha capacidade - o que para um autor, é o começo de tudo.
     E voltando para meu problema inicial: sou preguiçosa, mas já aprendi a lutar contra isso. Por ser exatamente assim que não me permito parar um minuto da minha vida. Faço faculdade, trabalho, estudo inglês, faço pilates, escrevo e leio livros e cuido do meus quatro filhos de quatro patas (que dão tanto trabalho quanto uma criança humana hiperativa).
     E acho que é assim que tudo começa na vida: de repente, quando você tem força de vontade e otimismo, quando você não se deixa levar pelas pessoas que querem te rebaixar ou pelos seus próprios defeitos, que te impedem de evoluir. Acreditar em você é o primeiro passo, mesmo que os outros não façam isso.
     Portanto, estou abrindo esse site com o intuito de inspirar escritores jovens e iniciantes que guardam ou já guardaram seus livros na gaveta porque "não estavam bons o suficiente" ou que receberam inúmeros "nãos" de Editoras. Aqui irei postar a minha experiencia, conforme a vou adquirindo e o progresso de meu desafio - desafio de começar do zero e publicar independentemente. 
   Isso significa que terei muitas dúvidas, mas também darei muitas dicas; que surgirão momentos de desabafo e pessimismo, mas também momentos em que as coisas se encaminharão e meu sonho começará a dar certo. Espero que continue sendo um grande desafio, e que, quando eu terminar este, que logo em seguida comece outro!